Tipo: Construção nova, Atelier ambulante
Ano: 2016
Estado: Concluído
Localização: Bissau, Guiné-Bissau
Arquitetura: MEL
Equipa Técnica: Construtora Barrote
Localidades: Cacheu – Có e Batucar; Bafatá – Caur e Sintcha Djae; Gabu – Missão Católica de Gabu
Cliente: FEC – Fé e Cooperação, ONG
Patrocinadores: Instituto Camões; UE
O projeto envolveu a criação de cinco jardins de infância piloto na Guiné-Bissau, em zonas rurais dispersas pelo território, contíguas a instalações escolares existentes. A ausência de um modelo estabelecido – situação semelhante à vivenciada no ensino primário – permitiu o desenvolvimento de soluções mais próximas da forma de vida nestas comunidades.
Foram definidos dois modelos: um com duas salas de aula (para 50 crianças) e outro com três salas de aula (para 75 crianças), utilizados de forma rotativa, cada um oferecendo estímulos distintos. O interior e o exterior são definidos pelo telhado, a expressão máxima da arquitetura vernacular. Esta é a lição dos Djemberens: um telhado que abriga um djumbai, protegendo da chuva, resguardando do calor e marcando o edifício na natureza.
O telhado abriga as atividades das crianças: pintar a árvore projetada na parede curva, descobrir sons ao pisar em diferentes materiais, esconder-se num nicho, ouvir Saramago na sala que se abre para os cajueiros. Matéria e material ao serviço das crianças.
A escolha dos materiais foi orientada por sistemas construtivos indígenas, eficiência de recursos e conhecimento empírico local. A estrutura mista de aço e madeira suporta um telhado de colmo, adaptável a telha ou chapa metálica. A comunidade foi envolvida desde o início até a conclusão.